segunda-feira, 4 de novembro de 2013

[Análise] Pokémon Y U SO GOOD?




Olá treinadores,

Pokémon X e Y saíram já há quase 1 mês... Embora hajam ainda muitos fãs que ainda não puseram as suas mãos nos jogos, eu há uma semana que me coloquei no grupo de pessoas que já terminou a parte principal da história do jogo.


A equipa do PokéCenter Blog decidiu que deveríamos falar sobre a nossa experiência dos jogos, apontar os pontos positivos e negativos que apresenta, pormenores que gostamos (ou não), detalhes de jogo, análises, etc.
Coube-me a mim avançar com a primeira análise!

Mas atenção: se não gostas de Spoilers, não leias a partir deste ponto! Termina primeiro o jogo e volta cá quando o tiveres terminado! Vou abordar partes da história presente em Pokémon Y, logo não aconselho as pessoas que querem permanecer no mistério a lerem o que aí vem!


Ao começar o jogo, podemos logo ver que as diferenças desta geração para as que a antecedem são massivas.
Certo, os efeitos 3D dão um ar diferente ao ambiente de jogo (embora só esteja disponível em algumas partes do mesmo) mas mesmo com o efeito 3D desligado consegue-se notar (e bem) as várias diferenças gráficas que a 6ª geração trouxe à franquia.
Vamos saltar a parte que já todos sabemos antes de começar a jogar: podemos escolher o sexo da personagem que controlamos, o aspecto e até mesmo a roupa. Mas não é isso que eu quero destacar.

Desde a 3ª geração, a Game Freak procurou fazer com que nos jogos de Pokémon não tivéssemos um rival no verdadeiro sentido da palavra, mas sim um amigo, um companheiro (ou vários) com o qual nos daríamos como "rivais", embora haja uma forte amizade latente nas relações.
Confesso que na 5ª geração, com a Bianca e o Cheren, achava que a Pokémon tinha finalmente conseguido arranjar amigos carismáticos para os protagonistas. Mas tudo mudou com a chegada do Y!
Os amigos que nos são apresentados nestes jogos encontram-se num patamar diferente dos anteriores. Com os antigos sentia-se "Tudo bem, somos amigos, mas somos rivais ao mesmo tempo". Com Pokémon Y senti algo mais real, mais vívido... Algo como "Boa, somos amigos! Que tal fazermos uma batalha?".
E o/a "rival" principal do jogo (sendo ela a Serena ou Calen, dependendo do sexo escolhido para o protagonista) tem muito mais carácter que todos os rivais até aqui (eles que me desculpem)!
Se quando joguei Pokémon Amarelo, ao chegar à batalha com o Champion pensei "Caramba, estou farto deste tipo, vou derrotá-lo agora pela última vez", dei comigo a pensar enquanto caminhava para a Elite Four de Kalos: "Adorava desafiar a Serena pelo título de campeão! Ela merecia estar aqui!".

Confesso que me senti no papel do vilão da história quando derrotei a Serena para poder ter o meu Mega Ring! Sim, queria ter acesso às maravilhas das Mega Evoluções no jogo, mas quando derrotei a Serena pelo direito de conseguir tal feito, fiquei a pensar até ao final do jogo "Se a Game Freak não a pôs a ter um Mega Ring de alguma forma, esta é a maior injustiça do Universo!". Felizmente, as minhas preces foram ouvidas.

Todo o enredo da história anda em volta da temática que falo no parágrafo anterior: Mega Evoluções! É um segredo de Kalos que poucos parecem ter conhecimento sobre o assunto, mas quem sabe sobre ele, quer ter motivos para usar este puder em batalha.
Obviamente que o enredo do jogo engloba também a equipa do mal, comandada por um homem que para além de ser estranhamente amigo do Professor Sycamore, quer simplesmente destruir toda a gente... Porquê? Só porque sim!

A temática das Mega Evoluções dá aso a uma tarefa interessante que se desbloqueia no pós-jogo! Após vencer a liga, podemos explorar Kalos de ponta a ponta à procura das várias Mega Stones que andam perdidas pela região para descobrir-mos que Pokémons conseguem aceder a este Mega Estado Evolutivo. Uma tarefa que só conseguimos realizar entre as 8h e as 9h da noite (vá-se lá saber porquê que escolheram estas horas). Embora hajam algumas pedras que nos são deliberadamente entregues de "mão-beijada" durante a história do jogo, as restantes têm de ser descobertas após a batalha na qual descobrimos que o nosso "rival" teve também acesso ao seu próprio Mega Ring!

Para quem procura coisas para fazer após vencer a liga, neste jogo dificilmente terá momentos monótonos. Pelo contrário, até dará aso a alguns momentos bastante frustrantes! Ao bater a Champion da região de Kalos, podemos finalmente ter a hipotese de capturar os vários Pokémons lendários da região (excepto o lendário correspondente à versão que se joga - Xerneas no X e Yveltal no Y - que se apanha um pouco antes de se terminar a conquista dos ginásios). Se temos lendários como Mewtwo e Zygarde que estão em sitios especificos à nossa espera, temos também um dos pássaros lendários da região de Kanto a voar pelos céus de Kalos e a dar verdadeiras enxaquecas a quem os quer apanhar.
Quem é jogador da Velha Guarda lembrar-se-á certamente de o que era necessário fazer nos jogos da 2ª geração para capturar um dos cães lendários de Johto! Pois aqui passa-se algo semelhante com o Moltres, Zapdos ou Articuno (que depende do starter de Kalos que escolheram no início do jogo), só que com uma ligeira diferença, que torna esta taarefa ainda mais irritante: ao contrário do que acontecia em Johto em que podiamos tentar capturar os cães lendários cada vez que tinhamos a sorte de nos cruzar com eles, aqui nem sequer temos hipotese de batalhar! Para capturarmos um destes pássaros, temos de ter a sorte de os encontrar um determinado (e algo elevado) número de vezes até que ele se decida "Sabes que mais? Estou cansado de brincar à apanhada! Vou finalmente pousar aqui e esperar que venhas cá tentar a tua sorte!".
É um dos pormenores que menos gosto no jogo!

Para além de apanhar os lendários, podemos ainda fazer várias actividades como ajudar o Detective Loocker em algumas tarefas, apanhar as várias Mega Stones (que já referenciei em cima) e completar o PokéDex!

Esta última é uma tarefa interessante, sobretudo, por inteligência por parte da Pokémon e da Game Freak! Esta geração presenteia-nos com mais um Pokémon insecto com uma linha evolutiva a fazer-nos lembrar da antiga Caterpie. Mas a evolução máxima da lagarta da 6ª gerção, tem uma diferença ligeira em relação à Butterfree que está a causar furor: dependendo da localização geográfica da consola 3DS do jogador, o padrão das asas da Vivillon muda!
Isto está a causar com que jogadores de toda a parte do mundo se juntem no GTS e troquem Vivillons como se não houvesse amanhã, tudo para poderem ter a hipótese de ter todas as espécies diferentes registadas nos seus PokéDexes! Perante isto só me aprás dizer: bem jogado Pokémon! Bem pensado Game Freak!

A jogabilidade de Pokémon X e Y é bastante boa, embora tenha alguns aspectos a apontar! Gosto do pormenor de termos a adição de patins como meio de transporte, mas são um pouco complicados de manusear. É certo que é uma questão da hábito, mas até que tenhamos o traquejo suficiente para conseguirmos patinar em pleno pelas ruas de Kalos, temos que falhar muitas portas e acertar em muitas pedras, às vezes por meros milimetros... Se o jogo fosse um pouco mais realista, durante o prcesso de aprendisagem o protagonista estaria cheio de hematomas!
O detalhe de ser possível jogar com visão tridimensional, embora engraçada, tem uma desvantagem que se faz sentir, na minha opinião, demasiadas vezes. Normalmente só é possível ver com a visão 3D em batalhas (excepto certas zonas do mapa que têm esta função igualmente disponível) mas quando ligamos o 3D, acontece um fenómeno nada engraçado para nenhum gamer: o jogo começa a sofrer de "lag". Começamos a sentir as frames a encravar, como se a gráfica da 3DS estivesse a ter dificuldades em processar tanta informação. A verdade é que é mesmo isso que acontece! Daí em batalhas que tenham mais que 2 Pokémons a lutar, não seja possível ver no modo tridimensional. Caso contrário, em vez de alguns soluços na imagem, podiamos ter o jogo a encravar. É certo que para resolver este problema, basta fazer uma coisa: deslizar o botão da intensidade do 3D totalmente para baixo!

No que diz respeito à fluidez do jogo, dou os meus parabéns a quem concebeu o mapa da região! Eu no início pensei "A distância entre o 1º e o 2º ginásio é demasiado elevada"... Mas, apesar de ter algum fundo de verdade, contrariamente ao que seria de esperar, está tudo muito bem balançado! Tinha medo de quando chegasse ao 2º crachá tivesse uma vantagem de níveis demasiado elevada e que depois quando fosse para o 3º ginásio me espalhasse ao comprido, porque por ser mais perto, não tinha tanta preparação como do 1º para o 2º. Mas não foi nada disso que aconteceu!
O jogo foi muito bem estruturado, permitindo quase que os treinadores só precisassem de lutar com os NPC's para estarem à altura dos desafios dos ginásios.
O mesmo acontece na Elite 4 e com a Champion: embora haja uma diferença de puder entre os 4 treinadores de elite e a campeã, essa diferença é claramente sentida, mas não disparatada! Embora coloque um defeito: nos jogos da 5ª geração, após vencer a liga pela primeira vez, quando lá voltassemos, os 5 treinadores responsáveis por testar as nossas habilidade tinham, tal como nós, melhorado as suas habilidades e até acrescentado Pokémons à sua equipa de elite! Isto não se verifica na 6ª geração e acho que foi uma má jogada por parte da Pokémon!

Vou terminar aqui esta análise, prometendo no entanto trazer aqui, num futuro próximo, algumas dúvidas que me surgiram ao jogar o jogo e que me levaram a fazer algumas especulações. Mas como já me alonguei (bastante) nesta extensiva análise e tive que deixar alguns aspectos de fora, para além de deixar as portas abertas às revisões dos meus parceiros, deixo-vos também o convite para comentarem e deixarem as vossas impressões ao jogo. Se são como eu e partilham das opiniões que aqui coloquei, façam o favor de comentar. Mas caso tenham lido algo com o qual não estão interamente de acordo, façam o favor de expor o vosso ponto de vista!

Jikai madde, minna! ^^.

1 comentário:

  1. Eu adorei o jogo, portanto vou só falar no que achei serem erros:

    - Receber o EXP share tão cedo, sim acabou com o grinding mas acabou também com qualquer dificuldade...estar overleveled e dar 1hit a tudo fez da main storyline um passeio.

    -Falta de postgame, comparado com o White 2/Black 2. É um problema comum das primeiras versões.

    -Mega Stones unicas, algumas delas exclusivas da versão. Se acham que trocar por lendários é dificil, isto é ainda pior.

    -Mega evoluções duplas só para Charizard e não para os outros starters. Enfim é mais popular mas é uma questão de justiça. Se não houver Mega Sceptile e Mega Swampert, o mesmo se pode dizer do Mega Blaziken.

    -Storyline/personagens muito fracas. Depois do White/Black era de esperar que tivessem evoluido neste aspecto...incrivelmente a melhor parte foi mesmo a sub-quest do Looker & Emma, e o final do AZ com a Floette.

    -3D francamente mal executado. O lag sofrido nas batalhas faz a maioria dos jogadores desligar o 3D logo após a novidade passar. Quem pensa jogar só Pokémon faz bem em comprar a 2DS.

    Estas criticas parecem muito duras mas eu adorei o jogo na mesma xD. Se fosse a dizer todas as boas novidades tinha que fazer um post do tamanho da vossa análise ^^

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Shaymin Pokeball