quinta-feira, 3 de abril de 2014

A Vingança! ~ Capítulo 4

A Vingança! ~ Capítulo 4: 
Encontro de Guerreiros! Que comece o torneio!

O tempo vai passando e algumas semanas mais tarde, todos os convidados para o torneio desembarcam no seu destino, uma ilha na Tailândia. Muitas pessoas foram convidadas para assistir ao evento, dentro das máfias de vários países. Quem sabe se não encontrariam ali os guarda-costas, os assassinos certos? Afinal, todos os participantes estão ansiosos por mostrar o que valem e claro, vencer! Reunidos todos os guerreiros numa arena enorme, o misterioso X aparece, com a máscara colocada e apresenta-se como organizador do torneio. Como seria de esperar, apresenta um discurso de abertura para dar início ao evento:

- Errr...Hummm...Meus senhores, minhas senhoras, caro público... queria começar por vos dar as boas vindas! Apraz-me muito saber que tantas pessoas vieram para participar e assistir a este torneio! Quero que saibam que estou muito contente por ver que todos os participantes aceitaram o meu convite, de participar neste magnífico espectáculo!

Abel levanta-se e rindo-se, pergunta:

- Tudo muito bonito! Mas... e quanto dinheiro que vamos ganhar?

X vira-se para ele aborrecido. Detestava que o interrompessem. Tentando controlar a sua irritação, responde:

- Já lá vamos senhor Abel Santos! Já lá vamos! Agradecia que me deixasse acabar de falar...

William levanta-se e entrando no jogo de Abel, pergunta:

- E as miúdas? Prometeram-me umas girls!!

X pigarrea e diz:

- Eu volto a repetir...CALMA!!

Toda a gente dá um salto de repente, tal foi o impacto daquele vozeirão irritado. Recompondo-se, X prossegue:

- Muito bem! Agora que os ânimos serenaram, vamos lá então às regras do torneio:

1ª - Todos os golpes são permitidos!

Ao ouvirem aquilo, muitas pessoas viram-se para o lado a sussurrar baixinho, como abelhas zangadas. Um torneio onde todos os golpes eram permitidos por um lado era bom, mas era perigoso também! As coisas podiam correr para o torto...

X senta-se na sua poltrona e esperando que os ânimos voltassem a serenar, fecha os olhos, controlando a sua fúria para não dar cabo daquilo mesmo antes de começar. Afinal tinha esperado tanto tempo...já não faltava muito...

- Meus amigos, isto aqui é um torneio a sério! Estão aqui pessoas muito importantes a assistir! Vocês já estão a fazer dinheiro ainda antes de começarem! Se alguém pretende desistir agora, porque não se acha forte o suficiente para embarcar neste desafio, por favor faça-o agora! - exclama X.

De imediato, 42 lutadores levantam-se. Olhando para eles com desprezo, X aproxima-se deles e virando-se para o público, afirma:

- Muito bem! Como prova de que não guardo rancores, gostaria que ficassem cá e assistissem ao evento! Espero que possam aproveitar bem esta oportunidade para improvisarem os vossos dotes de combatentes!

- Sim! Sim! Viva! Viva X! - exclamam felizes os 42 desistentes e muitas pessoas do público.

Obrigado senhores e senhoras, obrigado! Continuando com as regras, as restantes são as seguintes:

2ª- Durante um combate, se quiserem, podem desistir! Para tal, basta que digam em voz alta: MAT-TE!

E a última regra, mas não menos importante, é esta:

3ª – Eu disse que de início todos os golpes eram permitidos. O que ainda não vos disse é que se quiserem, podem eliminar o vosso adversário....!

Os lutadores e o público começaram a exclamar em uníssono um sonoro:

- “Ohhh! A sério?”

Katsumo levanta-se indignado e diz:

- Fogo! Que loucura!

Algumas pessoas e lutadores começaram a rir-se satisfeitos. Para eles tanto fazia se os seus oponentes ficavam vivos ou não. E entre o público alguns espectadores seguiam o exemplo, aplaudindo a ideia. X pediu silêncio e rematou:

- Ora bem, eu penso que está tudo dito! Alguém tem alguma coisa a dizer ou posso dar por encerrado este nosso primeiro encontro?

Abel responde:

- Eu tenho! Quanto vai receber o vencedor do torneio?

X entrelaça os dedos e após um momento de suspense...

- O vencedor do torneio, além do troféu e do título, receberá um prémio monetário de....2 milhões de euros! - exclama X, satisfeito!

Toda a gente se levantou empolgada a assobiar:

- Fiúúúúúúúúú!! Que grande prémio!

- Muito bem! Eu sabia que vocês iriam ficar contentes! Como estão a ver, vale a pena participarem no torneio! Quanto ao evento, ele começa daqui a uma semana! Treinem muito, pois vão precisar! Mwa ah ah ah!! - remata X, despedindo-se das pessoas.

Toda a gente fica por ali, a bater palmas e a conversar com outros participantes, enquanto X vira costas e se vai embora a rir.

- O vencedor serei eu...Mwa ah ah ah! - sussurra X, tirando a máscara.

Algum tempo mais tarde...eu decidi procurar o local onde ia ficar alojado. Os lutadores ficariam numa pousada em grupos de dois. Para lá me dirigi, iria ter como parceiro um homem chamado Hao Fang. Ao chegar ao quarto, bati à porta e aguardei. A porta abriu-se passado uns segundos.

- Ehrm...senhor Fang? - perguntei.

Hao Fang acena com a cabeça e responde:

- Sim sou eu. O que deseja?

- Bem, hummm...parece-me que vou ser o seu companheiro de quarto... - respondi, sorrindo timidamente.

Hao sorriu e abriu a porta do quarto, autorizando-me a entrar. O quarto era muito parecido com o que tenho em minha casa no Japão. O espaço não era grande, mas era acolhedor. Tinha um beliche a um canto, enquanto no outro canto tinha dois cadeirões à beira de uma pequena lareira e uma televisão. Uma pequena mesa de secretária em bambu [como todo o resto do mobiliário do quarto] completava o mesmo. Tinha uma casa de banho toda rodeada de azulejos azuis, que lhe davam um ar muito fresco. O nosso quarto tinha uma janela por onde podíamos ver toda a encosta do monte onde nos encontrávamos. Não fosse eu estar com um mau pressentimento e teria apreciado estar ali, a apreciar aquela bela paisagem. Pousei as minhas coisas e apresentei-me:

- Eu sou o Katsumo Hoshi! - apressei-me a dizer, envergonhado por não o ter feito mal entrei no quarto.

Hao começou a rir-se:

- Ahahahah! Sim, eu sei quem tu és! Achas que te deixava entrar assim sem saber o teu nome sequer? És o rapaz que venceu aquele torneio especial, que ocorreu aqui na Tailândia à uns anos atrás!

Surpreso, olhei para ele com maior atenção. Hao era mais velho que eu. Não devia ser muito mais velho, mas tinha todo o ar de já ser bem mais experiente do que eu. Sentia isso na sua presença. Ele era mais baixo do que eu. Tinha cabelo rapado. Não parecia ser forte, nem ter muitos músculos, pois era magro. Mas desde há muito que eu sabia que as aparências iludem...e não tardou muito para eu vir a saber isso. Quando comecei a desempacotar as coisas da minha mala, Hao começou a fazer o seu treino, tirando a t-shirt. Fiquei levemente surpreso. Tinha uns abdominais bem-feitos, totalmente delineados. As pernas eram musculosas e percebi que ele não era um lutador qualquer. Começou a fazer flexões com um braço atrás das costas e o outro apoiado em três dedos. Não resisti a perguntar:

- Se soube desse torneio, porque não participou? Tem todo o ar de ser um grande lutador!

Hao continuou o seu treino. Quando acabou aquele exercício, virou-se para mim e disse:

- Pela simples razão que aquele torneio era para apresentar novas promessas ao mundo das artes marciais! Eu não sou propriamente um novato nestas coisas, ah ah ah ah! Não deixa de ser uma honra partilhar a camarata com o campeão desse torneio!

Ri-me com gosto. Ele não parecia ser má pessoa! Troquei de roupa e vesti a que uso durante os treinos.

Virei-me para ele e agradeci:

- Obrigado senhor Hao! Você parece ser bastante bom lutador! É mestre?

Hao sorriu para mim e acenou com a cabeça, dizendo:

- Ninguém consegue ser mestre de 2500 anos de Kung Fu. Comecei a treinar desde muito pequeno, desde que comecei a dar os primeiros passos! Como não tenho família, fui adoptado por uns monges que me ensinaram o Shan Hi Ko, uma arte marcial ancestral...

- Nunca ouvi falar dessa arte! O que é? - perguntei.

Hao sentou-se a descansar um pouco e tirou uma garrafa de água do mini bar [havia um no móvel debaixo da televisão]. Depois de beber um pouco de água, respondeu:

- O Shan Hi Ko trata-se de uma arte de Kung Fu. É talvez a variante mais ancestral e pura dele. Nesta arte estudamos Medicina, temos um treino muito extensivo, que obriga a muita disciplina e dedicação. Demorei quase 30 anos a atingir o estatuto de Mestre mas estamos sempre a aprender!

Olhei para ele incrédulo!

- 30 anos?! Possa! Que idade tem o senhor?? - perguntei completamente abismado.

Ele riu-se e respondeu:

Eu tenho 35 anos! Quantos me davas? - inquiriu com um sorriso.

- Eu...bem...uns 30? Não achava que fosse muito mais velho que eu! E já é Mestre? Caramba, isso é impressionante! - afirmei, totalmente surpreso.

Hao aproximou-se de mim e disse:

- Pois bem, agora já sabes. E outra coisa: podes tratar-me por tu. Creio que vamos ser amigos! Então e tu? Fala-me um pouco sobre ti!

Sentei-me ao seu lado.

- Já sabe que me chamo Katsumo Hoshi. Venho do Japão. Lá treinei durante muitos anos, num dojo. Tenho um irmão, chamado Kaji. Não o vejo há alguns anos, embora tenha estado no Japão recentemente.. Gostava de o ter visitado, mas não tive oportunidade de o fazer...andava a treinar com o meu antigo Mestre. Já agora...o senhor o que acha deste torneio? É no mínimo invulgar, não é?


Hao levantou-se e foi contemplar a paisagem à janela. Fechou os olhos e deixou a brisa do vento bater no seu peito suado. Após alguns minutos em silêncio, onde apenas escutávamos os pássaros a cantar na encosta daquela floresta, ele respondeu:

- Bem, alguns deles são meus conhecidos, pelo menos de vista...já ouvi falar deles. Desconfio até que sei quem irá chegar até às meias-finais... Estão aqui oponentes muito fortes e experientes!

Espantado, perguntei:

- A sério? Quem? Quem é que vai conseguir chegar às meias-finais?

Hao voltou a fechar os olhos e suspirou. Virando-se para mim, olhou-me com profundidade. Tinha uns lindos olhos azuis glaciares. Com um ar misterioso, voltou costas e respondeu:

- Lamento meu amigo, mas não vou partilhar contigo...Se o que penso for realidade, acredita que vai haver sarilhos...

Entretanto, noutra camarata...

Abel estava muito feliz! Tinha ficado num quarto sozinho, pelo que podia estar completamente à vontade! Olhou-se ao espelho, enquanto dava um jeito ao cabelo. Pegou na pulseira arco-íris que Caim lhe havia deixado* e colocou-a no pulso. Estava perdido em pensamentos, quando bateram à porta:

* - [ver conto “O Turista” (Parte 2) – Nota do Autor]

- Senhor Santos? Estão aqui as meninas que pediu! E trazemos champanhe! - respondem várias vozes femininas.

Abel volta a olhar para o espelho, piscando o olho ao seu reflexo. Abrindo a porta, sorri satisfeito. Estavam ali 3 belas raparigas. Uma loira, uma morena e uma ruiva. Todas elas bem “apetrechadas”! As raparigas entram e Abel vai buscar o carrinho com as bebidas à porta.

- Mas que maravilha! - exclama Abel feliz.

Rapidamente as raparigas ajudam Abel a tirar as roupas e entre muita diversão e bebida, começam a acariciar-se e a festejar! Entre muita risota e galhofa, vão parar à banheira que enchem de espuma. A dada altura, Abel suspira:

- Hummm! Cheguei ao Paraíso! Gostava de ficar com vocês as 3 para sempre!

As raparigas olham umas para as outras e respondem:

- A sério? Isso pode-se arranjar! Adeus Abel ou Michael ou lá como te chamas! Dorme com os anjos!

Abel levanta-se de repente surpreso:

- O quê?

PAMMMM!!! - a ruiva dispara um tiro em cheio no peito de Abel.

- Nãoooo! Eu não posso morrer....ahhhhhhhhhhhhhh..... - Abel revira os olhos e um fio de sangue escorreu da sua boca.

As raparigas levantam-se da banheira satisfeitas.

- Eheheh! Bom trabalho! Este já teve o que merecia! Quem te mandou seres um arrogante e desrespeitares o Mestre? - afirmou a morena, dando um jeito ao cabelo com o secador.

- Mesmo! Quem o mandou ser um playboy de 3ª categoria? - respondeu a loira.

- Teve o final que merecia! Vá meninas, vamos embora! Conseguimos fazer na perfeição! Agora o Ghrishma que trate do resto! - respondeu a ruiva, que parecia ser a líder do grupo.

Pegando nas taças de champanhe, as três fizeram um brinde:

- À nossa meninas! Pelo fim dos playboyzecos de terceira categoria! - gritaram em uníssono, bebendo o champanhe e saindo do quarto.

[Continua...]

No próximo capítulo: A caminho das meias finais! 

Próxima 5ª feira, aqui no blog!

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