sábado, 27 de fevereiro de 2016

20º Aniversário de Pokémon | Duas décadas inesquecíveis




Há precisamente vinte anos , Pokémon Red e Pokémon Green foram lançados no Japão. Nascia assim a primeira geração da que viria a ser a série principal dos Pocket Monsters, franquia que com o passar dos anos, evoluiu - termo mais adequado é impossível - não apenas para uma das franquias mais emblemáticas da indústria dos videojogos como também para uma poderosa marca de entrenimento a nível global.

Nesta ocasião especial a nostalgia é evidente sobretudo nos treinadores veteranos que, em maior ou menor evidência, se mantêm ligados a Pokémon. Custa a acreditar que o tempo passou tão rápido e no entanto aqui estamos, volvidas duas décadas de experiências memoráveis. Hoje em dia desassociar Pokémon da mundividência da infância parece ser impossivel mas há quem se lembre de um mundo sem Pokémon, por mais estranho que isto possa soar. Será certamente o caso de muitos dos que lêem estas palavras, sendo igualmente aplicável à nossa equipa. Quantos de vós não esqueceram a sensação de sair de casa pela primeira vez, dar os primeiros passos por Pallet Town, fazer a escolha decisiva entre Bulbasaur, Charmander e Squirtle, o primeiro combate e a primeira captura?


Factor interessante e perceptível neste exercício de retrospecção vem precisamente deste pormenor. A infância é encarada como um período fulcral no desenvolvimento pessoal, social e cognitivo de um indíviduo, fase repleta de memórias mas, em grande parte, bem localizadas e eventualmente restritas no tempo. Raros são os 'fenómenos de infância' que perduram para além da dita cuja e muito menos aqueles que se reforçam ainda mais. Pokémon, para todos os efeitos, é um desses fenómenos ou não fosse pela simples constatação de que muitos de nós, hoje adultos de pleno direito, continuam tão ligados à franquia como nos 'velhos tempos' e em muitos casos encarando-a com um fervor superior a esses tempos.

Por esta razão é, de certa forma, redutor encarar Pokémon como algo meramente nostálgico ou mesmo puramente infantil dada a transversalidade do apelo dos Pocket Monsters em relação a várias gerações de 'treinadores' apesar de a target audience infanto-juvenil da franquia ser demais conhecida. A 'linha evolutiva' da franquia é tão ou mais interessante de observar quando vista como um fenómeno social que, nas suas entrelinhas, representa um salutar convívio geracional assim como partilha de experiências de parte a parte, factores enfatizados e incentivados pelo advento da internet amplamente acessível e da escala dramaticamente diferente que esta possibilita em termos de comunicação comparativamente com os 'velhos tempos'.

Em suma, evolução e adaptação, sem esquecer a constante reinterpretação e expansão de conceitos são os termos que melhor definem o que estes vinte anos representam para a franquia. Tão importante como chegar a este patamar é ter consciência - e nunca esquecer - o que nos trouxe até ele.

Desde a 'febre' inicial que correspondeu sensivelmente ao período de vigência da primeira e segunda geração, muita coisa mudou com os inevitáveis altos e baixos. Em termos de comunidade, muitos ficaram por Kanto, outros por Johto, numa fase em que Pokémon, não obstante o tremendo impacto que teve quando da sua chegada, ainda se delineava pelo frágil estatuto de 'moda'. O tempo passou e novas 'vagas' de treinadores chegaram entretanto, o que possibilitou a tão necessária renovação. Muitos travaram conhecimento com Pokémon através do Game Boy Advance ao dar os primeiros passos em Hoenn. Outros em Sinnoh, Unova ou Kalos. Provavelmente muitos só conheceram os Pocket Monsters através dos títulos spin-off, de Snap a Stadium sem esquecer Mystery Dungeon, Ranger e outros tantos títulos e séries. Cada geração, no sentido amplo do termo, representa não só uma renovação em termos de jogo(s) como também de apelo, o que possibilitou chegar a esta data e termos orgulho do legado que todos nós, treinadores, ajudámos a construir e sobretudo a manter, com o mesmo charme e hype de sempre.

 
Os 'efeitos secundários' destas duas décadas também são de salientar pela inspiração que, directa ou indirectamente, providenciaram a muitos dos que, pelos mais variados meios, mantêm a 'chama' acessa. De artistas da mais variada natureza a entertainers, escritores, teoristas, game developers ou imprensa especializada - como é o nosso caso - e tantos outros que poderiam ser enumerados nos quais Pokémon teve significativa influência, todos devemos algo esta franquia que tanto amamos o que, por outro lado, nos motiva a contribuir ainda mais em prol da sua divulgação e, acima de tudo, da partilha de experiências, independentemente dos meios ou da maneira como é levada a cabo.

A título pessoal, este blog, o nosso e o vosso PCB, representa isso mesmo. Amor e dedicação voluntário(a) a uma franquia que tanto nos diz e que fazemos questão de partilhar com todos os nossos leitores e seguidores, com o nosso próprio toque pessoal. Naturalmente, esta celebração é-nos particularmente significativa pelo que representa para a comunidade que servimos, pela natureza e missão do próprio projecto e, em última análise, enquanto treinadores à semelhança de todos os que nos acompanham, com distintas experiências a nível pessoal mas em sintonia no que diz respeito ao impacto que Pokémon teve - e tem - nas vidas de cada um.

É tempo de celebração. Recordar memórias inesquecíveis destes últimos vinte anos e sonhar por um futuro ainda melhor para os Pocket Mosnters, sem negligenciar o passado e as nossas raízes enquanto treinadores, independentemente da forma como cada um começou a jornada.

Veteranos ou novatos, todos os treinadores partilham a mesma estrada e aprendem mutuamente, como na vida. O legado passa e a estrada prossegue, rumo a novos horizontes.


Parabéns Pokémon por duas décadas inesquecíveis! 
Venham muitos mais anos repletos de aventuras. Cá estaremos para as viver.

E parabéns a todos nós, treinadores, porque sem nós não haveria nada a festejar.


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A equipa do Poké Center Blog:

Ricardo 'Lawliet' Araújo | João 'Pliskin' Frias | Sónia 'Cacia' Cunha | Marcelo 'Tutan' Luis | Daniel 'Nuzlocker' Carrilho
Ausente mas sempre presente: João 'Kuma' Fadário



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