Análise: New Pokémon Snap (2021)

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Boas, minha gente!

Há 21 anos, era lançado Pokémon Snap para a Nintendo 64. A franquia Pokémon ainda era uma criança, apenas com os jogos da Geração 1 no mercado, e a Geração 2 era apenas um sonho distante. Até agora, os jogos Pokémon consistiam em capturar monstros e usá-los para batalhas, para conseguir obter crachás e depois vencer a Liga Pokémon.

Pokémon Snap oferecia-nos um tipo diferente de jogo. Neste jogo eramos Todd Snap, um fotógrafo Pokémon, a quem o prestigiado Prof. Oak confiava a importante tarefa de tirar fotografias aos Pokémon no seu habitat natural. Ninguém esperava que este jogo, com menos de metade dos 151 Pokémon existentes na altura, fosse o sucesso que foi. Um jogo onde se tiram fotografias? Em que mundo é que isto é um sucesso? Neste.

Há vários fotógrafos inspirados por este pequeno jogo. Foi com Pokémon Snap que muitas crianças aprenderam a regra dor terços, e outros conceitos básicos de fotografia. Eu cheguei atrasado a esta maravilha, mas moldou a maneira como tiro fotos. Por isso não é novidade nenhuma que os fãs tenham ficado em polvorosa com o anúncio da sequela, New Pokémon Snap.

New Pokémon Snap traz de volta a nostalgia que é ver Pokémon a interagir uns com os outros, num habitat intocado por humanos. Eu comecei a jogar, munido de um bloco de notas e uma caneta, para tirar notas para reportar aqui. Quando me apercebi, tinham-se passado 2 horas, e o bloco de notas estava em branco. Bastou-me jogar o primeiro nível do jogo, e ver um Grookey a esconder-se entre as ervas para ficar absolutamente rendido ao jogo. 

No outro dia, vi um Wailord... Era tão grande!
No outro dia vi um Wailord… Era tão grande, era deste tamanho!

New Pokémon Snap coloca-nos na pele de um(a) jovem que chega ao Laboratório de Ecologia e Ciencias Naturais (Laboratory for Ecology and Natural Sciences, ou LENS), para ajudar na pesquisa do Professor Mirror, o professor que descobriu o fenómeno Illumina, que faz com que alguns Pokémon tenham um brilho fora do comum. É ao ajudar tanto o Professor Mirror, como a sua assistente Rita, que os jogadores vão viajar por várias áreas da região de Lental, e ver Pokémon cujos habitats não foram tocados por humanos. Entre a selva, o vulcão, a floresta, o parque natural e outros níveis, vão poder ver o que os Pokémon fazem quando estão “na sua vidinha”.

A jogabilidade é em muito semelhante ao jogo original na Nintendo 64, e consiste em mover a câmara, e tirar fotos. Podemos também atirar fluffruits, e dar de comer aos Pokémon. Á medida que progredimos no jogo, obtemos Illumina Orbs, que replica o fenómeno Illumina em pequena escala, e que permite interagir com os Pokémon de maneira ainda mais curiosas.

Olha... Tens Aí Uma Fluffruit Que Me Orientes
Olha… Tens aí uma fluffruit que me orientes?

As fotos que tiramos são categorizadas de 1 a 4 estrelas tendo como base a interação com o Pokémon fotografado, com cada uma destas fotos a receber uma nota (Bronze, Prata, Ouro, Diamante), baseadas na pontuação que aa foto obteve. A pontuação depende de 6 fatores: se o Pokémon está em pose quando a foto foi tirada, o tamanho do Pokémon na moldura, a direção para onde o Pokémon está a olhar, a posição do Pokémon na moldura, se há outros Pokémon na imagem, e se o fundo da imagem é fora do comum.

Obrigado, Pá, és O Maior.
Obrigado, pá, és o maior!

Mas nem tudo é perfeito neste jogo. Para começar, de entre os 897 Pokémon existentes (para cima de 1300 se contarmos com as formas diferentes de alguns Pokémon), só cerca de 200 Pokémon é que estão presentes neste jogo. E quem me conhece sabe que sou shiny hunter, ou seja, coleciono Pokémon shiny. Acontece que neste jogo não existem. O que é uma pena, pois era uma forma tão fácil de acumular horas de jogo. Vejo-me claramente a jogar mais de 100 horas para tirar uma foto de um Wurmple roxo, por exemplo. Contudo, a falta de Pokémon shiny ou o número limitado de Pokémon não retira magia a este jogo. A quantidade de interações possíveis excede as 1000.

Vai Dar Uma G'anda Volta!
Queres encontrar shinies? Vais dar uma g’anda volta!

É possível também ver as fotos de outros jogadores através do serviço Nintendo Switch Online (requer subscrição).

Se tivesse de dar uma nota a este jogo, seria 8.3/10. A quantidade reduzida de Pokémon (para não falar da falta de shinies) é de certa forma contrabalançada pela enormidade de interações possíveis no jogo.

E fico-me por aqui, minha gente! Sempre que existirem notícias do mundo Pokémon, contem com o Poké Center Blog para vos informar.

Até à próxima!



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