Análise: Pokémon Legends: Arceus (2022)

Pla Análise

Boas, minha gente.

Legend of Zelda: Breath of the Wild foi lançado no mesmo dia que a Nintendo Switch, a 3 de Março de 2017. (Há quase 5 anos… Chiça, como o tempo voa…) De imediato, os jogadores que são fãs quer de Pokémon, quer de TLoZ afirmaram logo as suas intenções em que houvesse um jogo Pokémon com as mecânicas de Breath of the Wild, mas não estavam esperançosos. A fórmula Pokémon sempre funcionou tão bem, para quê alterá-la?

Eis que chega 26 de Fevereiro de 2021 e com ele, o Pokémon Direct mais aguardado de sempre.

A Internet em peso estava “colada” á espera do anúncio dos remakes de Diamond e Pearl, tal e qual uma criança á espera de poder abrir um presente de Natal. Assim que viu as primeiras imagens, foi como se o presente de Natal prometido fosse uma caixa de um tablet, dentro da qual estava uma ardósia. Sem giz.

Mas quando se ouviram as palavras “But there’s another story…“, a nossa hipotética criança viu outra caixa, essa sim contendo não só um tablet, mas também uma PS5, uma Xbox Series X, uma Nintendo Switch e um PC gaming tudo junto. (Já agora, isto foi realmente um produto posto á venda nos Estados Unidos. Reza a lenda que tinha de se vender cerca de 3 rins e meio para o comprar.)

Falo-vos agora da minha experiência. Como já disse na minha análise de Brilliant Diamond e Shining Pearl, eu vi o Direct em diferido, porque no dentista não ia dar muito jeito ver. Vi-os quando cheguei a casa, mas estava tão mocado da anestesia que o meu cérebro não registou o que viu. Foi apenas no dia seguinte que vi o Direct com olhos de ver e me apercebi daquilo que nos esperava.

Temos precedente para BDSP. É um remake, embora um jogo da série principal não desenvolvido pela GameFreak, algo inédito até então. E o jogo acabou por ser pouco mais do que um port e um reskin de Diamond e Pearl. Sim, os jogos são bonitos, mas já jogámos isto há 15 anos. Tem coisas novas, sim, mas muito poucas.

Pokémon Legends: Arceus é outro campeonato. Se tivesse de resumir este jogo numa só palavra, seria Inovador, mas apenas para Pokémon. É a lufada de ar fresco que a franquia precisava. Um exemplo: Desde muito pequeno que me dizem, “para capturar um Pokémon, tens de batalhar contra ele para o enfraquecer”. Durante 20 anos, segui religiosamente estas instruções, pelo menos até ter Quick Balls (4x mais a chance de capturar um Pokémon no primeiro turno? Claro que sim. São os segundos melhores amigos de um shiny hunter.) Em Legends: Arceus, esta máxima foi com os porcos. É apanhar Pokémon a torto e a direito. A nossa personagem parece uma metralhadora de Pokébolas, e não é á toa que uso esta frase. If you know, you know. Também há batalhas, sim, mas vão passar a maior parte do vosso tempo a capturar Pokémon.

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A Akari, NPC caso joguemos com a personagem masculina, é uma diversão.

Mas, para mim, a magia de Pokémon Legends: Arceus não se encontra nas batalhas, nem na captura em si. Encontra-se na personalidade dos Pokémon. Um Pokémon mais dócil é bem capaz de se aproximar da nossa personagem, sem medo nenhum, quase que a pedir “Captura-me, se faz favor!”. Já me aconteceu isso com um Bibarel e um Wurmple. Outros, como por exemplo Shinx, mostraram-se bastante ferozes. Mas a estrela deste jogo é só uma. Não não é Arceus, é o verdadeiro Deus: Paras. Qualquer Paras que vos vir vai atacar-vos com uma agressividade muito pouco característica deste pacato Pokémon. Cuidado com eles.

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Nesta imagem, o Rei está a imitar aquele anúncio da Vodafone. Porquê, não sei.

Pokémon Legends: Arceus é também o novo destino de sonho para shiny hunters. As Mass Outbreaks são dádivas de Sinnoh ele próprio, mas falamos sobre isso mais tarde.

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Um Luxio na água. Um desastre à espera de acontecer…

Resumindo: Experimentem este jogo. Só vos posso dizer isso. Se gostam de Pokémon, experimentem. Se gostam de Breath of the Wild, experimentem. Se estão indecisos sobre comprar o jogo, peçam a um amigo que vos empreste uma cópia física, e decidam por vós. Se gostam dos dois, já devem ter comprado o jogo.

Confesso que dar uma nota a este jogo é complicado. Eu estou a adorar o jogo, e digo isto sem reservas. Desde que comprei o jogo, já dei mais uso á Switch do que dei nos 6 meses anteriores. Não quero declarar este jogo como o jogo perfeito, pois apenas Super Mario 64 tem direito a esse pelouro, mas está mesmo muito bom.

Dou a este jogo 9.2 Pokébolas em 10. O jogo é lindo, fantástico e muito divertido. Mas acho que a única coisa que falta a este jogo é mesmo voice acting, pelo menos na missão principal.

E fico-me por aqui, minha gente! Sempre que existirem notícias do mundo Pokémon, contem com o Poké Center Blog para vos informar.

Até à próxima!



3 comentários a “Análise: Pokémon Legends: Arceus (2022)”

  1. Avatar de BG12sofia
    BG12sofia

    Anos a ouvirmos "It's dangerous to go alone, take one of these" e agora é que vemos o quão perigoso realmente é.

    Sou a única aqui que, enquanto joga, dá gritinhos e arquejos como se os Pokémon estivessem a atacar-me mesmo fisicamente?

    1. Avatar de RobSp1derp1g
      RobSp1derp1g

      Bem que nos avisaram, não foi?
      E não, não és. De vez em quando, solto uma frase que não posso reproduzir aqui.

    2. Avatar de BG12sofia
      BG12sofia

      O pessoal gostava que existissem Pokémon… Acho que agora pensam duas vezes. 😂

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