Análise: Pokémon Violet (2022)

Boas, minha gente!

Aqui está a minha análise a Pokémon Violet

Por motivos de transparência, devo informar que a minha cópia de Pokémon Violet foi gentilmente oferecida pela Nintendo, mas que isto não me vai impedir de cascar no jogo no que tiver de ser.

Eis que chega o dia. Domingo, 27 de Fevereiro de 2022, 14:00 (hora Portuguesa). A wild “Pokémon Presents” appeared!

Este Pokémon Presents foi o culminar das festividades “Pokémon Week 2022” que, como forma de celebrar o 26º aniversário da franquia, tinha novidades para cada segmento da mesma, com uma diferente a ser revelada a cada dia.

Os fãs não faziam ideia do que esperar; afinal ainda era cedo para a Geração 9, nem um mês tinha passado desde o lançamento de Pokémon Legends: Arceus, e 3 meses antes desse foram Brilliant Diamond e Shining Pearl.

Após cerca de 20 minutos, foi-nos mostrada uma curta em live-action e, no final desta, a Internet explodiu de alegria e os fãs portugueses e espanhóis choravam lágrimas de alegria.

A tão desejada região baseada em Portugal tornava-se finalmente realidade. Estávamos tão contentes que não nos importámos de dividir o protagonismo com o resto não tão importante da Península Ibérica (é uma piada, meus caros espanhóis). Aliás, Portugal e Espanha fizeram uma candidatura conjunta para recebe o Campeonato Mundial de Futebol. Qual o problema de dividir uma região no mundo Pokémon?

“É uma casa Portuguesa, com certeza”. Mesmo que não seja.

O que se seguiu foram cerca de 2 semanas de muita tinta digital a correr, imagens do passado a ressurgirem, e os 15 segundos de fama deste que se assina na IGN Portugal. Os trailers demoraram a chegar, mas quando chegaram, chegaram com força e a comunidade ficou muitissimo entusiasmada com o que viram nos trailers (não vi ninguém a reclamar de árvores com más texturas).

Eis que chega o dia do lançamento do jogo.

Desde logo surgiram relatos de problemas gráficos, uns mais evidentes, e outros mais subtis. Á medida que mais pessoas iam jogando, estes relatos iam-se replicando. Mas nem tudo são más notícias, pois também se replicavam os relatos de diversão oferecida por este jogo.

Mas falo-vos agora da minha experiência. Vou falar de cada tópico separadamente, começando por aquilo que gostei menos.

Bugs gráficos

Devido aos leaks já habituais da indústria, e ainda mais no que toca a jogos de Pokémon, eu já sabia que o jogo ia ter alguns problemas gráficos, e estava preparado para eles. Um dos primeiros que encontrei foi logo na escolha do Pokémon inicial, em que a iluminação da cena muda drasticamente, sem necessidade nenhuma.

Outro problema que encontrei foi quando lancei o meu Psyduck (agora Golduck) para ele batalhar outros Pokémon, a chamada função Let’s Go. Estava numa colina quando o lancei, e subi a colina, mas o Psyduck não. Por alguma razão, a colisão da colina não se aplicava ao Psyduck.
Há muitos outros problemas gráficos, mas não os encontrei.

Falta de notificação de quando Pokémon Shiny aparecem no overworld

No Sword e Shield, se um Pokémon fosse shiny, só se sabia ao batalhar com ele, o que fez com que múltiplos Pokémon shiny não fossem capturados. Em Legends Arceus, tínhamos shinies no overworld, e tínhamos notificações visuais e auditivas de quando apareciam. Para muitos shiny hunters, tornou-se um reflexo Pavloviano quando ouvíamos o barulho.
Agora, apenas temos os Pokémon no overworld, sem sermos notificados de qualquer Pokémon shiny que apareça. O modo Let’s Go ajuda (quando um Pokémon shiny é atacado no modo Let’s Go, inicia-se uma batalha normal), mas as notificações fazem falta…

Mundo aberto (para o bem e para o mal)

Todos os fãs de Pokémon queriam um jogo de Pokémon em mundo aberto. Não há distinção entre cidades, rotas e áreas abertas, há Pokémon em todo o lado. Então porque é que pus isto na parte negativa?
Exatamente por isso. Um jogador pode sair de Mezagoza pelo portão sul, dar a volta ao mapa e voltar ao mesmo sítio sem encontrar um único ecrã de loading. Não me entendam mal, isto é ótimo, mas Pokémon ainda não está pronto para isso.

Á data de escrita desta análise, o jogo padece de um problema chamado “memory leak”, que faz com que objetos que o jogo carregou anteriormente não estejam a ser descarregados corretamente, e parte dos problemas de performance do jogo vêm daí. Podem ser “corrigidos” ao reiniciar o jogo, mas é um passo que não devíamos ter de fazer. Que venha a patch para corrigir isto, cá esperamos.

Progressão da história um pouco lenta

Refiro-me apenas ás primeiras 2 horas de jogo. O tutorial é algo lento. O jogo força-nos a ir por um certo caminho, apenas para darmos meia dúzia de passos e sermos interrompidos por uma cutscene. Se contarem os primeiros 10 minutos de jogo, ainda não saíram da rota inicial. Assim que conhecermos Arven, a história acelera um bocado, mas quando chegamos a Mezagoza, volta a abrandar imenso. A certa altura o jogo diz, em jeito de resumo: “Tens aqui a tua PokéMota, tens aqui os sítios para ir. A partir daqui, a história é tua.” E, de facto, a partir daí, são raras as cutscenes. Mas até chegar lá, demora um bocadito.

Vamos agora aquilo que gostei.

Histórias do jogo

As 3 histórias anunciadas nos trailers (Victory Road, Path of Legends e Starfall Street) são completáveis á velocidade que o jogador quiser. Quando escrevi a primeira versão desta análise, tinha completado Starfall Street, com Path of Legends também ela perto do fim.

Gostei bastante da história da Starfall Street, sobre a qual não posso comentar sem ser spoiler. Quanto á Path of Legends, também essa me tocou, e ainda mais depois de completar a história do jogo. Sim, porque depois de completar as histórias do jogo, recebem mais uma história, mas deixo-vos descobrir por vós próprios.

Quanto á Victory Road, considero a Nemona uma rival como já não se fazia há muito. Não é uma rival como o pessoal do XY nem como o Hau de SM e USUM, ela puxa por nós e nós puxamos por ela.

I know she means well, but that sounds creepy…

A banda sonora

Quem disser que a banda sonora deste jogo não presta não tem ouvido para música. A música de combate dos grunts da Team Star é absolutamente fantástica. Se eu soubesse tocar guitarra, tocava isto. E nem falo de Celestial do Ed Sheeran. Se sair a banda sonora deste jogo, vou certamente adquiri-la.

Eu costumo jogar sem som, coisa que evito fazer neste jogo, porque a música é realmente cativante.

Diversão

Digo isto sem reservas, este foi o jogo de Pokémon em que mais me diverti a jogar, mais até que em Legends Arceus. Passear de “mota” pela região de Paldea junto com malta amiga? Só falta mesmo a música “Born to Be Wild” a tocar, e temos intro para uma série de Youtube.

As personagens

Pokémon Scarlet e Violet traz consigo um conjunto de personagens que nos faz pensar que a Game Freak (ou pelo menos, a equipa de localização da Nintendo) andou pela Internet á procura do linguajar da da faixa etária das personagens. Temos Nemona a dizer coisas como “rando” e “that’s a big L”, mas a minha preferida é a da Penny, que tem de por o anime em dia. Temos também a líder de ginásio que faz referência ao tão português (e nortenho) Fernando Rocha. Não, não estou a brincar.

Em suma: dou a este jogo um 7.8/10. Não porque o jogo tenha muita água (embora haja pessoal que pense que o jogo meteu água), mas porque é um jogo mesmo muito divertido, se conseguirmos olhar para lá das falhas gráficas. E é um jogo que realmente merece ser experimentado.

E fico-me por aqui, minha gente! Espero que, pelo menos, experimentem estes jogos. Vão-se divertir, certamente.

Até à próxima!



Um comentário a “Análise: Pokémon Violet (2022)”

  1. Avatar de Davide Moreira
    Davide Moreira

    Concordo com a maioria da analise, se esquecer os bugs, e em algumas situações o frame rate é dos jogos pokemons com que me diverti mais em conjunto com o legends arceus

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